Embate entre Mendonça e Andrei cria impasse nas investigações da PF sobre Lulinha
Um embate nos bastidores entre o ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem travado as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A PF contesta medidas do ministro que, segundo auxiliares, visam preservar a integridade das provas e impedir trocas na equipe sem autorização prévia — três delegados já foram substituídos sem o conhecimento de Mendonça, o que atrasou relatórios e abriu brechas para vazamentos.
Para questionar a suposta interferência, Andrei acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), mas o pedido não avançou. O advogado-geral, Jorge Messias, tenta uma solução conciliatória para evitar um atrito inédito entre a AGU e o STF, o que tem gerado desgaste dentro do governo. Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que dois inquéritos sobre Lulinha fossem remetidos à primeira instância, decisão ainda pendente. A defesa de Lulinha nega os crimes e pede a apuração de vazamentos de mensagens sigilosas.
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