Eleições de meio de mandato nos EUA: o que está em jogo para o governo de Donald Trump
Milhões de eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira para as eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, que definirão o controle do Congresso nos dois últimos anos do mandato do presidente Donald Trump. Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado, além de cargos estaduais, incluindo governos estaduais.
O Partido Republicano, de Trump, controla hoje as duas Casas do Congresso. Os democratas esperam conquistar cadeiras suficientes para obter a maioria em ambas. Caso vençam, poderão barrar planos do governo e abrir investigações sobre o presidente e sua equipe, incluindo até uma tentativa de impeachment. Os primeiros resultados começam a ser divulgados à noite.
Pesquisas de opinião apontam que a economia é o principal fator de influência na decisão dos eleitores e que muitos americanos, inclusive republicanos, estão cada vez mais insatisfeitos com a condução da economia pelo governo. Os preços elevados são uma preocupação específica, e parte dos eleitores cita a guerra no Irã como um dos motivos. O conflito, iniciado em fevereiro com apoio de Israel, tornou-se cada vez mais impopular à medida que suas consequências afetaram o bolso dos consumidores, com impacto nos preços de diesel, gasolina, alimentos e fertilizantes e sem sinal de reabertura do Estreito de Ormuz.
Entre os temas que surgiram repetidamente na campanha estão o custo de vida, a imigração, a guerra com o Irã, a resistência à instalação de data centers em diversas partes do país e a saúde. Muitos candidatos democratas concentram suas campanhas nos altos custos dos planos de saúde, enquanto os republicanos destacam os esforços de Trump para reduzir os preços de medicamentos vendidos sob prescrição médica.
Nesta manhã, Trump publicou uma série de apoios a candidatos na rede social Truth Social e participou por telefone de uma breve entrevista à Fox News, na qual voltou a fazer um apelo aos eleitores e destacou o que chamou de sinais de avanço econômico durante seu governo, incluindo o fim dos impostos sobre gorjetas e horas extras e os números de investimentos estrangeiros. O presidente tem vários compromissos previstos para o dia, incluindo uma recepção na noite das eleições, na Sala Leste da Casa Branca. Até o momento, todos os eventos programados estão fechados à imprensa.
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