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Eleições 2026: confira 6 dicas para ajudar a escolher seus candidatos

Atualizado em 23/09/2026 às 16:20 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda não definiram em quem vão votar. Neste ano, a escolha entre tantos candidatos ganhou um complicador: as notícias relacionadas ao caso Master e à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram o debate das propostas. Diante desse cenário, especialistas ouvidos pela Agência Brasil indicam caminhos para um voto mais criterioso, que aproxime o eleitor dos candidatos alinhados a seus interesses e visões de mundo e evite armadilhas como os “puxadores de voto” e as propostas genéricas.

O primeiro passo, segundo os especialistas, é olhar para si mesmo e para sua coletividade. Perguntas como a qual grupo social e econômico se pertence, com quais ideologias e visões de mundo se identifica e quais problemas se espera que o Poder Público priorize ajudam nessa reflexão. Em política, nem sempre os interesses convergem: um empresário, um trabalhador assalariado e um profissional autônomo não avaliam do mesmo jeito uma proposta como o fim da escala 6x1. “Por isso é fundamental o eleitor saber quais são seus interesses políticos e econômicos”, afirma o professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, João Feres Júnior.

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Deviem

Outra recomendação é compreender as atribuições de cada cargo. Um candidato a deputado que promete construir um hospital ou pavimentar ruas, por exemplo, faz uma promessa que cabe ao Poder Executivo decidir e executar. “Parte das pessoas tem pouca informação sobre as competências dos legisladores”, diz a socióloga Débora Messemberg, professora da Universidade de Brasília (UnB). Deputados e senadores têm poder para indicar a destinação de verbas públicas, mas não executam as políticas públicas. Cabe ao presidente exercer o Executivo federal, aos governadores administrar os estados e aos parlamentares legislar, fiscalizar e participar da elaboração do orçamento.

Os especialistas também orientam o eleitor a avaliar o currículo, o histórico e as propostas dos candidatos, verificando quem os financia, quais partidos compõem sua coligação e de que setores vêm seus principais apoios. Para o professor de Ciência Política da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisco Uribam Xavier de Holanda, analisar o conteúdo de campanha exige tempo, algo de que a maioria dos eleitores não dispõe, mas é fundamental. “A campanha política é feita para manufaturar a vontade do eleitor, que tem que, a partir de sua condição de vida, pensar quem é que, quando chega ao poder, faz alguma coisa que ele percebe que lhe beneficia”, destaca. Propostas de governo, declaração de bens e prestação de contas com a relação de doadores podem ser consultadas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por fim, os especialistas lembram que ninguém atua de forma isolada no sistema político brasileiro. Mesmo partidos sem linha ideológica clara costumam exigir de seus filiados um alinhamento mínimo e disciplina partidária. “Cada partido tem seu programa, sua posição política e compõe uma bancada”, ressalta a cientista política Naiara Sandi de Almeida Alcantara, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Esta matéria foi publicada primeiro em Política · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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