Economia vai decidir eleição, e não o caso Lulinha, diz fundador de instituto de pesquisa
O fundador do instituto de pesquisa Ideia, Maurício Moura, avalia que as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não serão decisivas na disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Para ele, o fator que definirá o pleito será a economia, influenciando o voto de cerca de 5 milhões de eleitores que ainda não decidiram entre os dois candidatos.
Segundo Moura, esse grupo de indecisos é formado majoritariamente por mulheres das regiões metropolitanas do Sudeste, com renda de dois a cinco salários mínimos, endividadas e com perfil conservador. "Quando olhamos os 3% a 4% dos eleitores que achamos que vão decidir a eleição, eles já consideram basicamente todos os lados corruptos e não é isso que vai ser o fator decisivo", afirmou em entrevista à BBC News Brasil.
O pesquisador também destacou que o candidato do PL "ainda tem mais fôlego para crescer" e que a falta de uma terceira via forte pode antecipar o segundo turno já na votação de 4 de outubro. Ele ressaltou a resiliência das intenções de voto de Flávio Bolsonaro após duas crises de campanha, o que demonstra que "o sentimento divisor do país continua muito bem estabelecido".
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