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Dom Oriolo: é possível evangelizar sem evangelizadores?

Por Celso Rafael
Atualizado em 26/10/2026 às 19:20 schedule 2 min de leitura visibility 15 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O bispo da Igreja Particular de Leopoldina (MG), Dom Oriolo, propõe uma reflexão sobre a relação entre a inteligência artificial e a missão evangelizadora da Igreja. A partir da pergunta “É possível evangelizar sem evangelizadores?”, ele lembra que Jesus Cristo é a própria Boa-Nova, o Evangelho vivo, e que a Igreja continua sua presença e ação no mundo a serviço da vida, em obediência ao mandato missionário de anunciar o Evangelho a toda criatura.

Diante da difusão da inteligência artificial generativa, preditiva, conversacional e analítica, o bispo observa que essas tecnologias transformam a forma como as pessoas interagem com o mundo, com os outros e com Deus. Quando uma máquina dialoga, simula empatia e oferece respostas capazes de despertar confiança, estabelece-se uma interação que pode influenciar percepções, decisões e a própria busca por sentido. Ele cita o caso de um adolescente na Califórnia que tirou a própria vida após meses de confidências a um sistema de IA generativa, tema de processo judicial movido por seus pais.

Dom Oriolo sustenta que o critério para discernir o uso da IA na evangelização não é o engajamento pelo engajamento, mas o tipo de interação que ela provoca: deve conduzir à verdadeira conversão, respeitar a dignidade humana e a verdade do Evangelho, favorecer o encontro pessoal com Cristo e alimentar a comunhão eclesial, sem substituir o testemunho e a presença viva dos evangelizadores. Segundo o bispo, as inteligências artificiais não vivenciam experiências, não possuem corpo nem consciência moral, e por isso não compreendem verdadeiramente o que produzem. Ele encerra com a exortação de São Paulo: “Tudo é permitido, mas nem tudo convém”.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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