De Curitiba para o Brasil, Makasí prevê originar R$ 1 bilhão em crédito imobiliário em 2026
A fintech curitibana Makasí projeta originar mais de R$ 1 bilhão em financiamentos para construção em 2026, em operações espalhadas por diferentes regiões do país. A estimativa corresponde à viabilização de mais de 3 mil unidades habitacionais, entre empreendimentos imobiliários e casas individuais.
O Paraná é o terceiro maior mercado da empresa em volume de crédito solicitado por incorporadoras, com R$ 520 milhões, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina. Curitiba, isoladamente, registra mais crédito solicitado à fintech do que mercados inteiros como Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.
Segundo a empresa, o desempenho reflete a diversidade do mercado imobiliário paranaense, formado por construtoras de diferentes portes, incorporadoras regionais e companhias especializadas em casas individuais e condomínios residenciais. Foi nesse ambiente que os fundadores Caio Bonatto, Lucas Maceno e Fabiane Pellegrino identificaram a necessidade de desenvolver novas formas de análise e concessão de crédito para o setor.
“Cada projeto tem uma dinâmica, um ciclo de obra e uma estrutura de risco diferentes. Por isso, não dá para olhar somente para o balanço da construtora. É preciso entender o empreendimento que está sendo financiado”, afirma Caio Bonatto, sócio-fundador da Makasí.
Origem ligada à construção
A trajetória da fintech está diretamente ligada à experiência de Bonatto no setor de construção do Paraná. Antes de fundar a Makasí, ele criou a Tecverde, empresa de construção industrializada, o que o colocou em contato com diferentes perfis de construtoras e incorporadoras e com as dificuldades dessas empresas para financiar novos projetos. Filho de um incorporador paranaense, acompanhou desde cedo os desafios do acesso ao crédito.
Dessa percepção surgiu um modelo que combina informações financeiras das empresas com dados específicos dos próprios empreendimentos. A análise considera características e viabilidade do projeto, evolução física das obras e utilização dos recursos, com apoio de inteligência artificial e análise de dados para ampliar a avaliação de risco para além do porte ou do balanço da construtora.
O modelo desenvolvido no Paraná passou a ser usado em outras regiões do país, atendendo de construtoras com projetos de menor escala a grandes incorporadoras, empresas regionais e companhias especializadas em casas individuais e condomínios residenciais. Entre 2024 e 2025, a Makasí triplicou de tamanho e prevê dobrar novamente neste ano, mantendo o ritmo de crescimento em 2027.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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