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Da indústria à mesa, macroalgas ganham espaço no Brasil

Atualizado em 01/09/2026 às 14:05 schedule 2 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Da indústria à mesa, macroalgas ganham espaço no Brasil

Aparecida Rosa Ayres, de 47 anos, é de origem caiçara e costuma dizer que conhece algas marinhas desde o ventre da mãe, por causa das histórias que ouvia. A mãe, quando criança, usava algas como cabelo nas brincadeiras na praia. Hoje, Aparecida deu novo sentido a esses vegetais marinhos: eles são o ingrediente principal do Rancho Ayres, seu restaurante na praia de São Gonçalo, em Paraty, no Rio de Janeiro.

As algas da infância da mãe eram nativas da baía da Ilha Grande. Mas o que virou comida nas mãos da cozinheira foi uma espécie de origem filipina, a macroalga Kappaphycus alvarezii, que ela conheceu em 2013. Oito anos depois, em 2021, Aparecida participou de um curso de capacitação sobre os usos potenciais da algicultura na bioeconomia da região, oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a prefeitura de Paraty.

Foi desse curso que surgiu o Algas na Mesa Paraty, iniciativa que combina o que ela chama de “gastronomia algácea” com o resgate histórico nas praias de São Gonçalo e São Gonçalinho. “Nós somos filhas das águas, nascemos no maritório, então o uso das algas vem como uma forma de resistência e permanência para preservar o território”, afirma Aparecida.

A cozinheira descende de uma das famílias caiçaras tradicionais que foram deslocadas de suas casas na faixa de areia durante a construção da Rodovia Rio-Santos (BR-101), entre 1969 e 1975. Apesar do deslocamento, as praias continuaram sendo usadas pelos caiçaras para trabalho e lazer, e foi ali que as famílias ergueram os chamados ranchos, estruturas que hoje abrigam iniciativas como o restaurante de Aparecida.

Esta matéria foi publicada primeiro em Meio ambiente · Mongabay BR e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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