Competitividade do mercado de carbono moderniza conservação florestal
Um projeto de conservação florestal em Caracaraí (RR) aposta em monitoramento tecnológico e ações socioambientais para tornar competitiva a preservação de uma área de 14 mil hectares no mercado de carbono. A iniciativa, da empresa paulista ZEG (Zero Emission Goal), foi apresentada como alternativa ao desmate legal autorizado a um produtor rural de soja de Goiás, dono da propriedade.
Com investimento de R$ 20 milhões, o modelo inclui torre de monitoramento com câmeras e inteligência artificial para detecção de focos de incêndio, certificação dos estoques de carbono e apoio a cerca de 36 famílias extrativistas de castanha-do-Pará do entorno, que se organizaram na Associação Agroextrativista do Município de Caracaraí (Agrocar). A área teve a cadeia dominial remontada e o proprietário cedeu o direito real de superfície por 40 anos, período do contrato de comercialização dos créditos.
O estoque de carbono ainda não foi vendido, mas o projeto já recebeu classificação AA da agência BeZero, a primeira nota dupla A para um projeto de desmatamento evitado na Amazônia, segundo a empresa.
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