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Como o Talebã governa o Afeganistão e impede até divórcio de mulher que acusa marido de agressão

Por Ivan Marra
Atualizado em 24/08/2026 às 22:05 schedule 2 min de leitura visibility 30 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Cinco anos depois de o Talebã retomar o poder no Afeganistão, a BBC teve acesso incomum a integrantes da cúpula do grupo e acompanhou de perto como o regime impõe sua interpretação rígida da Sharia no cotidiano do país. Em uma audiência na província de Jawzjan, o governador Abdullah Sarhadi, ex-detento de Guantánamo, recebeu uma jovem de 18 anos que pedia divórcio após acusar o marido de agressões recorrentes. Sarhadi tentou convencê-la a permanecer casada, afirmou que mulheres têm "intelecto deficiente" e disse que ela deveria se contentar com um quarto próprio, enquanto as autoridades advertiriam o marido a não repetir as agressões.

O episódio ilustra as contradições de um governo que prometeu mudanças, mas mantém políticas semelhantes às dos anos 1990. Em Cabul, o ex-comandante de atentados suicidas Habibullah Badr, que chegou a dirigir a prisão onde ficou detido no corredor da morte, evitou falar sobre a violência do passado. Já o porta-voz Zabihullah Mujahid, que revelou pela primeira vez seu nome verdadeiro, Tahir Shah Seddiqi, defendeu que direitos das mulheres e liberdade de expressão sejam vistos "à luz da Sharia". Em um encontro tribal, um líder local chegou a pedir publicamente a reabertura das escolas para meninas, mas teve o microfone retirado rapidamente.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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