Última Hora
• Anvisa interdita parte de terminal no Porto de Santos • Força Nacional apoiará Funai na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará • Semana de Educação Midiática terá atividades em todas as regiões • Fies 2: inscrições para vagas remanescentes terminam nesta terça • Bragantino faz 2 a 1 no Santos e assume oitavo lugar • Ex-presa política venezuelana faz alerta ao Brasil • Trump diz que EUA cortarão ajuda a Israel: “Não precisam” • Argumento de Messias contra bets contrasta com tese progressista sobre aborto e drogas • Anvisa interdita parte de terminal no Porto de Santos • Força Nacional apoiará Funai na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará • Semana de Educação Midiática terá atividades em todas as regiões • Fies 2: inscrições para vagas remanescentes terminam nesta terça • Bragantino faz 2 a 1 no Santos e assume oitavo lugar • Ex-presa política venezuelana faz alerta ao Brasil • Trump diz que EUA cortarão ajuda a Israel: “Não precisam” • Argumento de Messias contra bets contrasta com tese progressista sobre aborto e drogas
Ver Todas
Voltar para Politica

Como eleições nos EUA devem selar destino de Trump e futuro da relação com o Brasil em 4º mandato de Lula

Por Celso Rafael
Atualizado em 02/11/2026 às 13:10 schedule 3 min de leitura visibility 20 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Nove dias após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nesta terça-feira (03/11), serão decisivas para o futuro da relação entre o Brasil e seu principal parceiro nas Américas. O pleito define todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado, além de 39 governos de Estados e territórios e diversos cargos estaduais e locais.

Pesquisas de intenção de voto indicam que a oposição democrata tem chances de conquistar maioria na Câmara e, talvez, também no Senado — cenário descrito como uma "onda azul". Hoje, o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, controla o Executivo e as duas Casas do Legislativo, o que permitiu avançar sua agenda sem grande resistência, incluindo tarifas a produtos importados de diversos países, entre eles o Brasil, e ações militares na América Latina.

Desde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, a relação com o Brasil atravessa um período de tensão. O republicano impôs um "tarifaço" sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades. A embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, está com o visto revogado desde agosto: segue autorizada a atuar no país, mas precisaria de novo visto para reentrar em território americano caso deixe os EUA. Durante a campanha, Lula criticou as medidas e apostou no discurso de defesa da soberania.

Trump enfrenta queda acentuada de popularidade, com aprovação de 31% segundo pesquisa recente. Os americanos demonstram preocupação com custo de vida, inflação e preços dos combustíveis, agravados pelo ataque dos EUA ao Irã em fevereiro. Segundo pesquisas, menos de 30% aprovam a condução da economia pelo presidente. O avanço da Inteligência Artificial e de data centers, com impactos ambientais e nos custos de energia, a atuação do governo na imigração e alegações de corrupção também geram insatisfação. Há perda de apoio inclusive entre grupos que impulsionaram seu retorno à Casa Branca, como jovens e eleitores de origem hispânica.

Para o historiador Lucas de Souza Martins, pesquisador da Universidade Temple, Lula "sempre foi muito pragmático" nas relações com os EUA e, embora tenha usado o discurso da soberania como instrumento eleitoral, jamais deixou de buscar canais institucionais e bilaterais. O cientista político Michael Traugott, professor emérito da Universidade de Michigan, avalia que uma maioria democrata na Câmara significaria mais audiências em comissões e possivelmente investigações do Congresso. "Não está claro qual será o efeito dessas iniciativas, porque Trump tende a ignorar qualquer questionamento de suas políticas. Mas haverá mais informação pública, incluindo detalhes e custos de políticas específicas", afirma.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Trump diz que EUA cortarão ajuda a Israel: “Não precisam” Presidente americano disse que conversou com Netanyahu sobre o assunto e que ajuda dos EUA continuará de… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Celso Rafael

Quem sou eu

Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

Mais de Celso Rafael