Cisjordânia: faltam recursos, e o PAM reduz pela metade a ajuda
PAM reduz pela metade ajuda alimentar na Cisjordânia e territórios palestinos
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) reduziu neste mês de 400 mil para 200 mil o número de pessoas atendidas com ajuda alimentar nos territórios palestinos. A medida ocorre em um momento em que cerca de 900 mil habitantes da região vivem em condições de insegurança alimentar.
De acordo com a agência da ONU, as necessidades humanitárias mais que dobraram em relação a 2023, o que pressiona ainda mais a capacidade de resposta diante da escassez de recursos disponíveis. A redução pela metade do público atendido reflete o agravamento da crise e a limitação orçamentária para manter as operações no terreno.
Diante do cenário, o PMA faz um apelo à comunidade internacional para que viabilize o montante de 386 milhões de dólares nos próximos seis meses. Os recursos são considerados essenciais para sustentar as operações de assistência alimentar nos territórios palestinos e evitar o aprofundamento da fome entre a população mais vulnerável.
A agência alerta que, sem a reposição dos fundos, o número de atendidos pode cair ainda mais, comprometendo o acesso a alimentos básicos em um contexto já marcado por alta demanda e instabilidade. A situação exige resposta rápida dos doadores para que as entregas de comida não sejam interrompidas ou reduzidas novamente.
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