Caso Lulinha põe campanha de Lula sob pressão: o que PF investiga sobre filho do presidente e ex-chefe de gabinete
O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se alvo de ataques dos adversários e motivo de preocupação na campanha à reeleição a menos de dois meses das eleições. Ele é investigado em três inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) neste ano que apuram suposto tráfico de influência em favor de empresas interessadas em contratos com o governo federal. A PF investiga se Lulinha se associou a uma lobista e usou a condição de filho do presidente para beneficiar empresas privadas.
Os inquéritos tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), e a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o envio dos casos à primeira instância, argumentando que Lulinha não tem foro privilegiado. A Corte ainda não decidiu. O caso também envolve o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que teria tido despesas pagas por uma lobista próxima a Lulinha. Em entrevista à TV Globo, Lula afirmou estar "muito deprimido e muito chateado" e disse que não vai impedir a PF de investigar o filho.
Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, após reportagens sobre as investigações, não mostrou impacto significativo nas intenções de voto: Lula oscilou de 40% para 39% no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de 32% para 33%, dentro da margem de erro de dois pontos. Nova pesquisa do instituto AtlasIntel, prevista para 31 de agosto, deverá avaliar o impacto do caso com perguntas específicas sobre o episódio.
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