Capital fluminense integra programa global de gestão de resíduos
A capital fluminense está entre as sete cidades do mundo escolhidas como piloto do programa global Distritos Lixo Zero, voltado à gestão de resíduos e à redução das emissões de metano. O anúncio foi feito em Nova York, na quinta-feira (24), durante a Semana do Clima, encontro que integra a agenda climática das Nações Unidas.
Segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, o Rio de Janeiro lidera o ranking de emissões de gases do efeito estufa no setor de resíduos entre as cidades brasileiras. Além do Rio, participam da iniciativa George Town, Penang e Kuala Lumpur (Malásia); Santiago e Patagônia (Chile); e Kisumu (Quênia).
O programa é uma iniciativa da Fundação Zero Desperdício com apoio da rede internacional Global Methane Hub (GMH). O objetivo é construir modelos de governança, mensuração e financiamento para a gestão de resíduos, especialmente os orgânicos, nos distritos das cidades-piloto antes da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP31), marcada para novembro, em Antalya, na Turquia. As propostas precisam desviar dos aterros sanitários pelo menos 70% dos resíduos até 2030 e 90% até 2040, o que reduz a emissão de metano e a poluição do ar.
“Os Distritos Lixo Zero oferecem às cidades uma maneira prática de proporcionar esses benefícios à saúde, ao mesmo tempo que criam empregos, recuperam recursos valiosos e desenvolvem soluções que podem ser ampliadas”, afirma o diretor executivo do GMH, Marcelo Mena. Os modelos serão testados, avaliados e compartilhados para adoção por bairros de outras cidades e localidades.
Para o secretário nacional de Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adalberto Maluf, a participação do Rio representa um passo importante na implementação das ações climáticas. Ele destaca que o país já conhece soluções para reduzir as emissões de metano, da geração de resíduos à economia circular, e cita o monitoramento mensal de plumas de metano por satélite iniciado em 2023 no Centro de Tratamento de Resíduos da Comlurb (CTR-Rio), em Seropédica. A iniciativa ajudou a identificar onde intervir no aterro e, em colaboração com a rede GMH e a Comlurb, incorporou quase 500 poços à rede de captação de biogás em 2025, elevando em 7,35% o aproveitamento do metano para fins energéticos em relação a 2024.
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