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'Brasil não quebra com Lula, mas fica condenado a um crescimento medíocre', diz ex-banqueiro conselheiro da Natura

Por Celso Rafael
Atualizado em 30/10/2026 às 07:20 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O administrador Fábio Coletti Barbosa, de 72 anos, presidente do conselho da Natura e com passagem pela presidência do Santander Brasil e da Febraban, avalia que o país não enfrenta um cenário de ruptura econômica, mas tende a conviver com um crescimento baixo. "O Brasil não quebra", afirma, citando contas externas em ordem, inflação sob controle, Banco Central independente, produção relevante de petróleo, agricultura forte, energia abundante e produção robusta de metais. Ainda assim, segundo ele, o país "fica condenado a um crescimento medíocre, em função de juros elevados, de uma necessidade muito grande de financiamento".

Barbosa, que se identifica com o espectro político de centro e apoiou Simone Tebet na eleição de 2022, diz que a equipe de Flávio Bolsonaro havia sinalizado disposição para cortar gastos e corrigir o desequilíbrio fiscal, o que, na sua avaliação, ajudaria a conter a alta dos juros. Sobre o presidente Lula, afirma que não houve compromisso fiscal assumido durante a campanha e que o tema passou a ser tratado pelo ministro José Guimarães apenas depois da eleição. O executivo critica a política de ampliar gastos públicos para estimular a economia.

"Se fosse verdade que gastos públicos maiores são bons para mitigar a pobreza, não haveria pobres no Haiti, no Congo e na Índia", diz. Ele argumenta que injetar dinheiro sem aumento correspondente da produção gera inflação e, na sequência, juros mais altos, o que penaliza justamente as pessoas de menor poder aquisitivo. Como exemplo, questiona o que aconteceria se todos tivessem dinheiro para comprar picanha sem que a produção do corte crescesse.

O administrador se declara favorável às políticas sociais do governo, mas defende um "pente-fino" para corrigir distorções e identificar quem recebe benefícios indevidamente. Entre os problemas que aponta estão pessoas que trabalham sem registro para continuar recebendo o auxílio e casais que se separam para que cada um acesse o benefício. "A esquerda não tem o monopólio do bem-estar social do país. As pessoas que argumentam por um equilíbrio fiscal também buscam o bem-estar social", afirma.

Como caminhos para ajustar as contas públicas, Barbosa cita uma reforma administrativa, o corte de penduricalhos no Judiciário e a revisão dos benefícios sociais. Ele projeta que 2027 será um ano difícil do ponto de vista econômico, porque o modelo defendido pelo atual governo já não se sustentaria, mas descarta um cenário catastrófico. O executivo também menciona que Lula tem aberto muitos mercados para o país.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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