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Atrás da reeleição, Lula “esquece” causa LGBT e irrita ativistas

Por Ivan Marra
Atualizado em 08/09/2026 às 07:20 schedule 2 min de leitura visibility 23 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O programa de governo do candidato do PT à Presidência em 2026 reduziu drasticamente o espaço dedicado a políticas específicas para a população LGBT em comparação com o documento apresentado na eleição de 2022. A mudança gerou críticas de ativistas e de veículos de imprensa ligados ao movimento, que veem um esvaziamento da agenda.

No programa de 2022, havia um trecho específico que afirmava não existir “democracia plena” enquanto pessoas fossem agredidas ou mortas por orientação sexual. O texto prometia políticas de combate à discriminação e detalhava quatro frentes: saúde integral, inclusão na educação, inclusão no mercado de trabalho e reconhecimento do direito das identidades de gênero e suas expressões. A população também era citada no capítulo de segurança pública, com prioridade para a prevenção e investigação de crimes contra o grupo.

No documento de 2026, a sigla aparece apenas quatro vezes. As menções tratam a questão de forma transversal, como uma dimensão a ser considerada nas políticas públicas, e não como um conjunto próprio de compromissos. Desapareceram as promessas específicas para a saúde e a educação da população LGBT, assim como a formulação sobre o reconhecimento das identidades de gênero. No mercado de trabalho, a promessa de inclusão e permanência foi substituída por um compromisso genérico de combate à discriminação de gênero no acesso ao emprego.

A ativista Cláudia Armbrust, da ONG Minha Criança Trans, classificou a mudança como lamentável. Em publicação no Instagram, ela afirmou que tratar de políticas públicas LGBT no país ainda é um tabu e que o grupo “continua nas sombras e sem orçamentos”. A Agência Diadorim, formada por jornalistas focados no público, e o site Observatório G também notaram a guinada e apontaram que a pauta perdeu força e foi diluída entre outras promessas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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