Ato do 7 de Setembro na Paulista testará apoio popular ao nome de Flávio Bolsonaro
A duas semanas do 7 de Setembro, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acelera a preparação de um ato na Avenida Paulista que pretende ser mais do que um comício. O desafio é reunir a militância da direita e converter a mobilização herdada do pai em força própria do candidato.
Para organizar a manifestação, a campanha montou uma comissão de líderes evangélicos, que atuará na mobilização de fiéis em paralelo ao núcleo político. O modelo substitui a centralização dos últimos anos no pastor Silas Malafaia e amplia o grupo de igrejas na convocação. Estão representadas na articulação denominações como Assembleia de Deus Missão, Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Igreja do Evangelho Quadrangular e Sara Nossa Terra.
O PL paulista encabeça a organização do ato, que será partidário e eleitoral. Malafaia, responsável pelas manifestações de rua pró-Jair Bolsonaro desde 2021, decidiu não coordenar o evento por entender se tratar de um propósito eleitoral, inserido na campanha presidencial. A saída do pastor não representa rompimento: ele declarou apoio a Flávio e afirmou que continuará usando suas redes sociais e influência em favor do candidato.
A expectativa da campanha não é reproduzir integralmente as maiores multidões reunidas pelo ex-presidente Bolsonaro, mas precisa superar a largada na Praia de Copacabana, no Rio, onde estimativas apontaram 9 mil pessoas, o que aumentou a pressão por uma Paulista cheia. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve participar do ato. A presença, buscada pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), juntará o principal cabo eleitoral do presidenciável no estado e líderes evangélicos no mesmo palanque.
A Avenida Paulista foi escolhida ainda pelo valor simbólico, por ser palco recorrente das maiores manifestações da direita. No plano do marketing político, o 7 de Setembro permitirá contrapor duas imagens: a cerimônia institucional da Independência, associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, e a ocupação popular da Paulista pela oposição, como prova da adesão popular.
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