Após investida de Moraes contra Flávio, oposição busca unidade para liderar Senado
A ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio Bolsonaro (PL) entregue seus passaportes, emitida sete minutos após o anúncio oficial de sua derrota presidencial, reforçou a urgência de a oposição se unir na disputa pela Presidência do Senado em 2027. A avaliação entre parlamentares é que o comando da Casa é decisivo para conter o que classificam como excessos da Corte.
O PL terá 28 senadores em 2027, a maior bancada de um partido no Senado em décadas, mas insuficiente para controlar sozinha a Casa. O desafio da direita é converter afinidades eleitorais com a centro-direita em compromissos firmes para a eleição da Mesa. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), candidato à reeleição, é apontado como a principal barreira ao impeachment de ministros do STF. Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) disputam o espaço oposicionista.
O deputado Maurício Marcon (PL-RS) defende a declaração pública dos votos de cada senador para o novo comando da Casa, forma de elevar o custo político de apoiar Alcolumbre. A leitura de parte da oposição é que o apoio oficial das cúpulas de União Brasil e PP ao atual presidente do Senado resulta de pressão política.
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