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Além das telas: o que Toy Story 5 ignora sobre amizade, tecnologia e solidão

Por Ivan Marra
Atualizado em 03/09/2026 às 13:40 schedule 2 min de leitura visibility 21 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O quinto filme da franquia Toy Story, que registrou a segunda maior bilheteria de estreia da história para uma animação, com US$ 160 milhões nos Estados Unidos e US$ 152 milhões no exterior, aborda os efeitos do excesso de tecnologia sobre as crianças. A trama acompanha Bonnie, de oito anos, que tem dificuldade para fazer amigos porque as outras crianças preferem telas a brincadeiras presenciais.

A produção identifica com precisão o problema do isolamento infantil, mas sua solução ignora um aspecto central: a substituição de comunidades reais por conexões hiperindividualizadas. O filme sugere que a tecnologia é benéfica quando ajuda a encontrar amigos ideais, tratando a fragmentação social como característica positiva. No mundo real, porém, o objetivo das empresas de tecnologia não é aproximar crianças, e sim mantê-las engajadas nas telas pelo maior tempo possível.

A obra também reflete dados sobre o declínio das instituições comunitárias no Ocidente, fenômeno anterior aos smartphones. Especialistas citados no material original apontam que países com comunidades presenciais mais robustas sofrem menos danos causados pelos dispositivos eletrônicos, e que o renascimento de encontros presenciais liderado pela Geração Z ainda parte da internet como base, o que torna esses vínculos mais frágeis que os formados organicamente.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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