Alcolumbre promete sessões para discutir fim da 6×1, mas evita cravar votação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (6) que a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1 seguirá o regimento interno da Casa. Segundo ele, três sessões de discussão serão realizadas nesta semana e mais duas na próxima, mas o senador evitou cravar uma data para a votação da proposta.
A primeira sessão de discussão está prevista para esta terça-feira (6), caso haja quórum. O formato é semipresencial, com senadores em plenário e por videoconferência. Alcolumbre afirmou que ele mesmo presidirá a análise da PEC. A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta esvaziar a sessão para impedir que a proposta avance.
A PEC começa a ser discutida após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, a garantia de dois dias de descanso e a manutenção do salário, sem redução. Para ser aprovada, a proposta precisa receber ao menos 49 votos dos 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.
Governistas avaliam que a aprovação da PEC pode funcionar como uma "bala de prata" do presidente Lula nas três semanas de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. Mais cedo, senadores da base afirmaram que pretendem expor os colegas que votarem contra a proposta. Entre os críticos está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que classificou a proposta como oportunista e com viés eleitoreiro. Embora não tenha dito se votará contra ou a favor, o candidato à presidência defendeu uma alternativa de negociação por hora trabalhada. A base governista pretende atribuir a Alcolumbre uma eventual falta de votação da PEC antes do segundo turno, marcado para o dia 25.
Entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) iniciaram uma mobilização para evitar que o quórum de votação seja atingido nesta semana. Com o lema "Agora não", o setor produtivo defende que o debate ocorra somente após o fim das eleições de 2026, sob o argumento de que uma mudança constitucional dessa profundidade não deve ser decidida sob influência do calendário eleitoral.
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