Alcolumbre negocia até o “impossível” para tentar reeleição no Senado
O senador Davi Alcolumbre (União-AP) intensificou as articulações para permanecer na presidência do Senado a partir de fevereiro de 2027. Segundo informações da Coluna do Estadão, ele tem buscado apoio de diferentes grupos políticos e oferecido espaços legislativos como gabinetes, relatorias e comissões como moeda de troca nas negociações.
Entre os acenos feitos por Alcolumbre estão pautas como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e um eventual indulto a Jair Bolsonaro. As propostas, no entanto, enfrentam obstáculos tanto no campo político quanto no jurídico. A negociação considerada mais viável no momento envolve a lei da dosimetria, que pode reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Alcolumbre já recebeu apoio do presidente Lula e da federação União-PP, mas parte do bolsonarismo mantém resistência ao seu nome. A coluna aponta que Ciro Nogueira e Antonio Rueda, que anunciaram o apoio partidário, não votarão na eleição: Ciro não foi reeleito senador e Rueda é deputado.
Do outro lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) desponta como provável candidato à Presidência do Senado e principal adversário de Alcolumbre. Marinho afirmou que defenderá o voto aberto dos parlamentares da direita na disputa, prevista para fevereiro, quando o Congresso retomará os trabalhos legislativos. Ele ganhou força após o PL conquistar uma vitória expressiva nas eleições estaduais, elegendo 19 senadores e formando uma bancada de 29 parlamentares, uma das maiores da história democrática do país.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Marinho justificou sua posição sobre a divulgação dos votos: "Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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