Ajuda internacional sofre corte de 23,1% em 2025, o maior da história
O volume de ajuda internacional destinado por países ricos a nações pobres, menos desenvolvidas e a instituições multilaterais caiu 23,1% na passagem de 2024 para 2025. A redução é a maior já registrada na série histórica do indicador, segundo dados consolidados divulgados nesta semana.
O recuo interrompe uma trajetória de crescimento observada nos anos anteriores e ocorre em um contexto de aperto fiscal em diversas economias desenvolvidas. A queda atinge diretamente programas de combate à fome, saúde pública e infraestrutura em regiões vulneráveis, que dependem desses repasses para manter operações básicas.
Organizações humanitárias alertam que o corte pode agravar crises humanitárias em andamento, especialmente na África Subsaariana e em partes da América Latina. Sem o aporte esperado, projetos de vacinação, abastecimento de água e assistência a refugiados podem sofrer paralisações parciais ou totais nos próximos meses.
Os dados não detalham o impacto por país doador ou por setor específico. Especialistas apontam que a redução reflete uma combinação de prioridades domésticas e revisões orçamentárias nos países mais ricos, mas não há informação pública consolidada sobre quais nações lideraram o corte.
A tendência de queda contrasta com compromissos assumidos em fóruns internacionais de desenvolvimento, nos quais as nações ricas reafirmaram metas de ampliação da ajuda. Até o momento, não houve pronunciamento oficial conjunto dos países doadores sobre medidas para reverter o cenário em 2026.
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