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A remota ilha onde hackers se preparam para nos defender de uma guerra invisível

Por Ivan Marra
Atualizado em 21/09/2026 às 06:50 schedule 2 min de leitura visibility 40 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Em uma ilha remota a 300 km ao norte do Círculo Polar Ártico, engenheiros, físicos e funcionários públicos se reúnem anualmente para testar a resistência de sistemas digitais a ataques contra sinais de satélite. O evento, chamado Jammertest, ocorre no vilarejo de Bleik, em Andøya, na Noruega, e é organizado pelas autoridades norueguesas como um festival de hacking ao ar livre.

O foco é o sistema global de navegação por satélite (GNSS), que além de orientar a navegação transmite sinais de tempo de altíssima precisão dos quais dependem redes elétricas, telecomunicações, mercados de ações e transportes. Como esses sinais são fracos, podem ser anulados (jamming) ou sequestrados para fornecer localização e horário falsos (spoofing). Desde a invasão russa da Ucrânia, esse tipo de interferência aumentou drasticamente, com efeitos observados na aviação.

No evento, os participantes lançam ataques simulados contra receptores instalados em aviões, carros e máquinas industriais, e compartilham os resultados abertamente com representantes do governo e do setor comercial. O objetivo, segundo relatos colhidos no local, é medir quanto tempo grandes sistemas digitais resistiriam antes de falhar gravemente. Entre os envolvidos está Harald Hauglin, engenheiro-chefe do Serviço de Metrologia da Noruega, conhecido como o "nerd da aurora boreal".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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