A rede de tráfico de cocaína comandada por alunos de uma das faculdades mais famosas dos EUA
Treze estudantes são indiciados por esquema de tráfico de cocaína na Penn State
Treze pessoas, entre alunos e ex-alunos da Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State), foram presas e indiciadas sob a acusação de comandar uma organização de tráfico de cocaína que operava dentro de fraternidades do campus. As autoridades afirmam que o grupo, liderado por Agostino Abbatiello, de 24 anos, usava candidatos a membros das fraternidades Delta Upsilon e Sigma Chi para processar e embalar a droga.
Segundo o procurador-geral da Pensilvânia, Dave Sunday, o esquema era sofisticado e de alto nível para a região. "Não havia nada de amador ou infantil nesse tipo de conduta", disse ao anunciar o indiciamento. De acordo com o relatório obtido pela BBC, Abbatiello recebia a cocaína de um fornecedor na Pensilvânia e, depois que essa fonte se esgotou, buscou uma nova em sua cidade natal, em Nova York, que forneceria quantidades ainda maiores da droga.
A investigação começou após um informante confidencial apontar que um homem conhecido como "T-Rob" vendia cocaína na sede da fraternidade Delta Upsilon e recebia pagamentos via aplicativo Venmo. As autoridades rastrearam o dinheiro até o estudante Thomas Robinson, que foi alvo de uma busca em dezembro de 2024. Durante a operação, policiais encontraram maconha, comprimidos, apetrechos para consumo de drogas, uma pistola e munição. Robinson, que pensou se tratar de uma pegadinha, foi atingido por uma arma de eletrochoque ao não obedecer às ordens e apontou Abbatiello como seu fornecedor.
Abbatiello, que não compareceu a uma audiência em agosto, se entregou no dia seguinte. Ele é acusado de múltiplos crimes de posse ilegal de drogas com intenção de distribuição e conspiração. Robinson, Lars Zeepvat e Mohammed Huraibi também enfrentam acusações graves, enquanto a maioria dos outros suspeitos responde por contravenções. A Penn State afirmou que a fraternidade Delta Upsilon está sob suspensão provisória, e a Sigma Chi, que opera fora da supervisão da universidade, também suspendeu os membros envolvidos. As audiências preliminares ainda serão realizadas.
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