Última Hora
• Polônia tenta reequilibrar poder de Tribunal Constitucional e entra em crise institucional • Ações pedem suspensão de salário de Flávio Bolsonaro após sua saída do Brasil • Áudio alerta para adesivaço de ônibus em Salvador no dia da eleição • Católicos podem obter 8 indulgências plenárias na primeira semana de novembro • Estudos indicam que Mounjaro e Ozempic podem interferir no ritmo do envelhecimento • Como 'método Janones' está inspirando a esquerda fora do Brasil • O teste simples de fitness que prevê o seu risco de morte • A história de como uma sobrevivente de violência sexual do século 15 buscou justiça • Polônia tenta reequilibrar poder de Tribunal Constitucional e entra em crise institucional • Ações pedem suspensão de salário de Flávio Bolsonaro após sua saída do Brasil • Áudio alerta para adesivaço de ônibus em Salvador no dia da eleição • Católicos podem obter 8 indulgências plenárias na primeira semana de novembro • Estudos indicam que Mounjaro e Ozempic podem interferir no ritmo do envelhecimento • Como 'método Janones' está inspirando a esquerda fora do Brasil • O teste simples de fitness que prevê o seu risco de morte • A história de como uma sobrevivente de violência sexual do século 15 buscou justiça
Ver Todas

A história de como uma sobrevivente de violência sexual do século 15 buscou justiça

Por Ivan Marra
Atualizado em 31/10/2026 às 14:05 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Um novo livro da historiadora Sara McDougall, intitulado Justiça para Jehanne, reconstrói a trajetória de uma mulher que, no inverno de 1472, na cidade francesa de Dijon, foi vítima de um ataque brutal e decidiu denunciar os agressores às autoridades. O caso, registrado em cerca de 70 páginas de pergaminho preservadas no arquivo municipal de Dijon, contraria a ideia disseminada de que sobreviventes de violência sexual na Idade Média eram marginalizadas e empurradas para a prostituição.

Jehanne havia nascido na Lorena, no nordeste da França, em uma família humilde, e viajado para o sul até Dijon. Na época, declarou ao investigador ter cerca de 32 anos — idade que ninguém podia confirmar com exatidão, já que os nascimentos não eram registrados. Apresentava-se como esposa de Jehan de Relanges e, segundo testemunhas, vestia-se com elegância, o que indicava seu status de mulher casada e respeitável.

Dijon vivia tempos violentos, marcados pela guerra entre Carlos, o Temerário, duque da Borgonha, e o rei Luís 11 da França. Para proteger a cidade, o duque posicionou mercenários ao redor das muralhas, e esses homens impuseram à população um reinado de terror, com saídas noturnas em busca de vítimas para extorquir, abusar, sequestrar ou manter em cativeiro em troca de resgate. As autoridades municipais estavam insatisfeitas com a situação, que se tornou um ponto de conflito entre a cidade e o duque.

Na tarde de 3 de janeiro de 1472, Jehanne, em estágio avançado de gravidez, e a mulher que lhe dava hospedagem ouviram batidas fortes na porta. Dois homens da região exigiram que as duas os acompanhassem; diante da recusa, um deles buscou mercenários em uma hospedaria próxima. Segundo o relato de Jehanne, os homens a arrastaram até um campo e a agrediram, gritando que não importava se ela estava grávida, pois tinham ouvido dizer que o filho que esperava era de um padre e, portanto, ilegítimo. Ela descreveu como tentaram ter relações carnais com ela enquanto resistia na neve; a gravidez avançada e a resistência impediram que isso acontecesse. Jehanne contou que foi espancada, jogada de bruços e sentiu terror pela saúde do bebê.

O investigador Jacques Borestel, a serviço das autoridades municipais, começou a reunir informações assim que soube do caso e entrevistou Jehanne no dia seguinte ao ataque, encontrando-a na cama, abalada e preocupada com o bebê. Ela relatou os detalhes da agressão e as informações de que se lembrava sobre os atacantes; no dia seguinte, deu à luz uma menina. Com os dados fornecidos por ela, Borestel capturou rapidamente a maior parte dos agressores. Os homens negaram o ataque, e Borestel organizou um confronto em que Jehanne reiterou sua versão. Diante da ausência de confissões, as autoridades recorreram a medidas consideradas "extraordinárias", incluindo um método semelhante à simulação de afogamento, e por fim todos confessaram. Com as confissões, a cidade determinou a punição.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Cultura Recife vai sediar maior festival de animação do Brasil, o Animage Amantes de filmes de animação vão se encontrar em novembro no 16º Festival Animage, em Recife. Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra