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9 pontos da entrevista com irmão da princesa Diana — e o que eles revelam sobre a monarquia britânica

Por Ivan Marra
Atualizado em 21/09/2026 às 13:10 schedule 3 min de leitura visibility 49 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Charles Spencer, o conde Spencer, afirmou à BBC que considerava um "dever... como testemunha ocular da história" escrever sobre sua irmã, Diana, princesa de Gales. Em entrevista à jornalista Laura Kuenssberg, às vésperas do lançamento do livro Canto do Cisne: Diana, Minha Irmã, na terça-feira (22/9), Spencer disse que queria "deixar registrado, de uma vez por todas, o que era verdade". A obra ganhou destaque na imprensa pelas críticas ao rei Charles 3º.

No livro, Spencer relata que Charles, então príncipe de Gales quando Diana morreu, teria dito "nós a esqueceremos em breve" durante uma discussão sobre a participação dos príncipes William e Harry no cortejo fúnebre da mãe. Segundo o conde, o comentário foi feito após ele manifestar oposição à decisão de que os dois meninos caminhassem atrás do caixão. Spencer contou que respondeu ao então príncipe que ele tinha 30 anos quando seguiu o cortejo de Lord Mountbatten, e que Mountbatten não era sua mãe. Em resposta, o Palácio de Buckingham afirmou que o rei "está ciente de que a dor do luto fraternal pode obscurecer a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória de maneiras que outros não reconhecem, mesmo muitos anos após tal perda". O conde rebateu: "Posso dizer aqui e agora: foram exatamente essas as palavras que ele usou."

Spencer também relatou como soube da morte de Diana. Ele estava na África do Sul quando a princesa morreu em um acidente de carro em Paris, na madrugada de 31 de agosto de 1997, junto com o amigo Dodi Fayed e o motorista Henri Paul. Recebeu uma ligação no meio da noite de sua irmã, Jane Fellowes, que disse que o acidente "não era muito grave". Depois, as ligações se tornaram "cada vez mais angustiantes", até que Jane comunicou a morte. Ao descrever as horas seguintes, Spencer disse ter recebido uma ligação do príncipe Charles e percebido "uma espécie de tom eufórico". No livro, compara o tom ao de um "ganhador da loteria" e afirma suspeitar que a reação se devia à possibilidade de se casar com Camilla. Questionado se tinha certeza, respondeu: "Não posso ter certeza. Estou dizendo que, pelo tom, presumo que essa seja uma possibilidade."

Sobre os motivos que o levaram a escrever, o conde, de 62 anos, disse que considerava seu "dever" registrar "coisas que eram verdadeiras". "Isto não é uma ameaça, é um fato: sei muitas coisas sobre o rei que decidi não incluir no livro porque não eram relevantes", afirmou. Questionado sobre a segurança do príncipe Harry, disse preferir não comentar, mas declarou preocupação: "pessoalmente, me preocupa o fato de o quinto na linha de sucessão ao trono, que serviu nas Forças Armadas, não ter qualquer proteção policial".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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