Imprensa denuncia abuso estatal
A decisão que proibiu a TV Globo de exibir a cadeira vazia do candidato do PT no debate entre presidenciáveis, dias antes do primeiro turno, provocou uma reação incomum da grande imprensa. A autoridade eleitoral determinou que o púlpito sem o candidato não poderia ser mostrado e que os concorrentes não poderiam dirigir perguntas a ele — medidas que contrariavam as regras do debate assinadas por todos os participantes com a emissora. Diante disso, a Globo cancelou a transmissão.
Veículos como G1, Folha de S. Paulo, O Globo, Metrópoles, Estadão e CNN Brasil classificaram a decisão como interferência judicial indevida, censura e ataque à neutralidade da eleição. Em nota, a própria TV Globo afirmou que as decisões tomadas momentos antes do debate causavam insegurança jurídica e representavam interferência na liberdade dos veículos de organizar os debates eleitorais.
Para o colunista Guilherme Fiuza, o episódio marcou um momento de altivez da imprensa brasileira ao diagnosticar como abusiva uma decisão de Estado que beneficia o grupo político governante. Ele observa, porém, que resta saber se foi um despertar ou apenas um acidente de percurso.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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