A hora da responsabilidade
O Papa Leão XIV pediu que a cultura católica oponha ao “falso realismo, que rearma mentes, palavras e nações” o “realismo da misericórdia”, em discurso no Encontro de Rimini. A fala, dirigida especialmente aos milhares de jovens do evento ligado à experiência de Comunhão e Libertação, foi um convite a olhar para a realidade atual, marcada por conflitos crescentes, massacres de civis e crianças — como em Gaza e na Ucrânia — e por nações que investem cada vez mais em rearmamento.
O Pontífice definiu o momento como “a hora da responsabilidade”, lembrando que o mal não se combate com o mal e que a resposta cristã é o amor, “o método da redenção”. Ele pediu pioneiros corajosos para libertar a convivência da desconfiança, o trabalho da idolatria do lucro e a tecnologia e as finanças do “business da morte”, além de desmascarar as “injustas relações de poder” na origem da pobreza, das desigualdades, da guerra e dos desastres ambientais. O Papa também destacou que, no amor, não há coação, doutrinação ou recrutamento, mas apenas liberdade, diálogo vivo e dom generoso de si mesmo.
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