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Veto europeu à carne brasileira ameaça agronegócio no Paraná

Por Ivan Marra
Atualizado em 03/09/2026 às 15:10 schedule 2 min de leitura visibility 26 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A União Europeia (UE) suspendeu formalmente, a partir desta quinta-feira (3), as importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil. A restrição atinge embarques de carne de frango, carne bovina, ovos, mel e tripas, e acende um alerta na economia do Paraná, um dos maiores produtores e exportadores de proteína animal do país. Segundo o Sistema Faep, o impacto pode superar US$ 392,2 milhões por ano.

A justificativa do bloco é a insuficiência das garantias brasileiras quanto ao cumprimento de normas sanitárias, com foco no uso de antimicrobianos na alimentação animal, proibido na UE para reduzir o risco de bactérias resistentes a medicamentos. Em 2025, o estado exportou à Europa US$ 382 milhões em carne de frango e US$ 10,2 milhões em carne bovina. No primeiro semestre de 2026, a receita com carnes de aves e miúdos somou US$ 2,5 bilhões, 17,7% de tudo o que o Paraná exportou no período.

Para a especialista em agronegócios Paula Cristiane Oliveira Braz, a decisão não significa que o Brasil esteja inadequado, mas que não apresentou informações suficientes sobre procedimentos exigidos pelo mercado europeu. A Comissão Europeia informou que realiza auditoria no país, envolvendo aves e mel, o que indica um caminho para eventual reversão da medida. O maior risco, segundo ela, é o Paraná precisar alterar o mix de produtos ou vender a mesma mercadoria por preço inferior, afetando margens de lucro e investimentos no setor.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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