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TSE não acha fake news no canal de Janones, mas registra mensagens apagadas

Por Ivan Marra
Atualizado em 12/10/2026 às 22:05 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não localizou no canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), as informações denunciadas como falsas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O documento, no entanto, registra que mensagens foram apagadas e que isso dificultou a reconstrução do histórico de publicações.

Segundo o relatório, a análise se limitou ao conteúdo disponível entre 2 e 11 de outubro. Ficaram de fora as publicações de setembro citadas no processo, algumas já apagadas. Por causa da urgência, a equipe também não analisou integralmente vídeos e áudios que não haviam sido transcritos. O documento não aponta quem apagou as mensagens nem conclui que o conteúdo removido era falso.

O texto registra que mensagens de 25 a 29 de setembro foram apagadas a partir de 7 de outubro, e que outras 81 desapareceram antes que seu conteúdo pudesse ser lido. Os técnicos explicam que a reconstrução completa e confiável do histórico depende dos registros guardados pelo WhatsApp.

O canal "Exército do Lula" mobiliza apoiadores da reeleição do presidente, com vídeos, áudios e tarefas de divulgação nas redes. A campanha de Flávio pediu sua suspensão sob acusação de espalhar informações falsas contra o candidato. Em nota divulgada no domingo (11), a campanha acusou o canal de difundir informações falsas sobre cortes em aposentadorias e benefícios sociais, ligação do candidato com milícias e a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A campanha afirmou ainda que as mensagens eram apagadas depois que a tarefa de divulgação era cumprida e que guardou cópias dessas publicações.

Os técnicos também identificaram que o canal funcionava de forma centralizada e coordenada, com orientações para espalhar os conteúdos. Em um dos exemplos, os seguidores eram orientados a curtir, comentar e compartilhar uma publicação "antes mesmo de assistir", para sinalizar ao algoritmo que o conteúdo era relevante. O relatório aponta ainda o uso de linguagem polarizadora e o risco de disseminação rápida das mensagens em um canal que tinha cerca de 3,3 milhões de seguidores em 11 de outubro.

O relatório foi produzido pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, a pedido do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal no domingo, atendendo à campanha de Flávio. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, desfez a decisão e o canal voltou a funcionar. Segue proibido divulgar conteúdos que a Justiça Eleitoral já tenha considerado ilícitos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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