Trump quer pressionar o Irã com novas sanções, mas líderes do país apostam em outro desfecho
Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de sanções contra o Irã, descrita pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, como um "dia D econômico". As medidas miram ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e navegação, e incluem a ameaça de punições secundárias a países, bancos e empresas que mantenham negócios com Teerã.
A reação iraniana, no entanto, foi de desdém. O ministro da Economia, Ali Madanizadeh, chamou o anúncio de "a mesma velha conversa" e afirmou que o país está pronto para "qualquer cenário". A postura reflete uma aposta do governo iraniano: que Washington já esgotou suas ferramentas de pressão mais eficazes, já que o país convive com sanções americanas há anos e desenvolveu mecanismos para driblá-las, especialmente por suas extensas fronteiras terrestres.
O impacto real das novas medidas dependerá da adesão de parceiros comerciais, como a China, que já classificou as sanções como ilegais. Enquanto isso, a população sente os efeitos da crise: com a moeda desvalorizada e a inflação em alta, moradores relatam cortar gastos e depender de subsídios do governo para itens básicos como carne.
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