Trump declara apoio e diz que Netanyahu é o único que pode ajudar EUA a “terminar o trabalho” no Irã
A nove dias das eleições gerais em Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em carta publicada na rede Truth Social neste domingo (18), Trump afirmou que o partido de Netanyahu, o conservador Likud, tenta permanecer à frente do Executivo israelense.
Na mensagem, o presidente americano disse que “em breve” deve ser “terminado o trabalho” no Irã caso o país “não mude de rumo, rapidamente”. A declaração faz referência à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o regime persa, iniciada em fevereiro e desde abril em um tenso cessar-fogo.
Trump afirmou que, se Israel tiver “o líder errado” — ou seja, qualquer um que não seja Netanyahu, conhecido pelo apelido de Bibi —, os Estados Unidos terão de realizar essa tarefa por conta própria, algo que disse não estar disposto a fazer. O presidente também elogiou o primeiro-ministro: “Bibi Netanyahu tem se mostrado forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda, inclusive a que vem de dentro do próprio Israel. Apesar de tudo isso, ele resistiu e, de fato, prosperou!”
Na carta, Trump descreveu Netanyahu como o tipo de parceiro que os Estados Unidos esperam de Israel e afirmou que o texto serve como manifestação de “apoio total e irrestrito” à reeleição do premiê. As pesquisas têm indicado que o Likud está atrás do partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, general reformado das Forças de Defesa de Israel e ex-chefe do Estado-Maior da corporação. Nenhuma das legendas, porém, chega perto dos 50%, o que significa que o vencedor terá de formar uma coalizão com outros partidos para governar.
Em mensagem no X, Netanyahu agradeceu a Trump pela declaração. “Presidente Trump, meu amigo Donald — obrigado pelo seu apoio extraordinário. Israel jamais teve um amigo melhor na Casa Branca. Juntos, jamais permitiremos que o regime do Irã obtenha armas nucleares”, afirmou o premiê. Ele acrescentou que, quando a ameaça desse regime desaparecer, os preços da gasolina cairão, e que isso só ocorrerá com Trump, não com “aqueles que querem contemporizar com esses tiranos”. Apesar de divergências pontuais, como sobre as próximas etapas do plano de paz para a Faixa de Gaza, Trump e Netanyahu são grandes aliados. No ano passado, o mandatário americano chegou a pedir ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que concedesse indulto presidencial ao primeiro-ministro pelos processos por corrupção a que ele responde na Justiça israelense.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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