TCU cobra definição do governo sobre Angra 3 e critica “festival de horrores”
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, determinou nesta quarta-feira (26) a abertura de um procedimento para acompanhar a situação das obras da Usina Termonuclear de Angra 3, paralisadas desde 2015. Ele classificou os gastos com a indefinição sobre o futuro da usina como um “festival de horrores”.
Durante a análise de um processo sobre a usina Angra 1, o ministro Benjamin Zymler afirmou que o governo já investiu cerca de R$ 8 bilhões em Angra 3 e precisaria de mais R$ 20 bilhões para concluir a obra. “O Brasil está se dando ao luxo de não decidir. Não decidir significa aumentar a dívida”, disse, citando a capacidade instalada de 1.405 MW da usina como garantia de “segurança energética”. Os ministros Augusto Nardes, Jorge Oliveira e Odair Cunha também criticaram a paralisação, citando prejuízo mensal com manutenção e o contraste com leilões de reserva de capacidade com energia cara.
Em fevereiro, auditoria do TCU, relatada pelo ministro Jhonatan de Jesus, já havia identificado insuficiência de recursos para o projeto e apontado que a inércia do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) contribuiu para o desperdício de cerca de R$ 2 bilhões.
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