STF condena Eduardo Bolsonaro por difamar deputada Tábata Amaral
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção e ao pagamento de multa de R$ 80 mil por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A decisão foi tomada por 7 votos a 3, em julgamento realizado no plenário virtual, e prevaleceu o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.
O caso se refere a publicações feitas por Eduardo nas redes sociais em outubro de 2021. Na ocasião, ele afirmou que a deputada atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.
Moraes acolheu os argumentos dos advogados de Tabata e entendeu que as manifestações de Eduardo, feitas quando ele também exercia mandato de deputado, ultrapassaram o simples debate político. Segundo o relator, as declarações não poderiam ser protegidas pela imunidade parlamentar, pois atingiram a honra da deputada.
Votaram com o relator os ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que se manifestaram pela absolvição.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele afirma ter deixado o país para se proteger do que chama de perseguição jurídica no Brasil e obteve greencard, permissão de residência concedida pelo governo norte-americano. O ex-deputado também foi cassado pela Câmara por excesso de faltas.
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