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Senadores defendem reforma do Judiciário após pedido de vista em julgamento de Moraes no STF

Por Ivan Marra
Atualizado em 16/09/2026 às 08:35 schedule 3 min de leitura visibility 36 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Parlamentares defenderam nesta terça-feira (15) que o Congresso avance em propostas de reforma do Judiciário após o início do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Entre as medidas sugeridas estão mudanças no regimento da Corte, nos critérios de escolha dos ministros e nos procedimentos do STF.

Ao final do julgamento, congressistas da oposição criticaram a suspensão da análise após o pedido de vista do ministro Flávio Dino. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou o resultado como “frustrante” e afirmou que o Senado precisa discutir mecanismos de controle sobre o Supremo. Segundo ele, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou o encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para reunir propostas de reforma do Judiciário que já tramitam na Casa e avaliar a construção de um texto unificado.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside a CDH, também defendeu uma reforma ampla, incluindo mudanças no regimento do STF, nos critérios de escolha dos ministros e nos procedimentos da Corte. Segundo ela, a intenção é criar um grupo de trabalho na CCJ para apresentar uma proposta em até 60 dias. A senadora criticou ainda o comportamento dos ministros durante a sessão, marcada por discussões entre integrantes da Corte, especialmente entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Em determinado momento, Gilmar pediu que Mendonça “parasse de chorar”, e o ministro respondeu exigindo respeito. Cármen Lúcia pediu desculpas pelo ambiente de tensão. “Se eles fizeram isso diante das câmeras, sabendo que o Brasil inteiro parou para assisti-los, o que eles não fazem entre eles quando as câmeras apagam?”, questionou Damares.

Enquanto o STF realizava o julgamento inédito, a movimentação de parlamentares em Brasília ficou concentrada principalmente na audiência da CDH, convocada para acompanhar os desdobramentos do caso e discutir seus efeitos institucionais. A reunião atraiu cerca de 15 parlamentares da oposição. O senador Carlos Viana (PSD-MG) aproveitou a ocasião para defender mudanças no processo de escolha dos ministros da Corte. “A indicação desses ministros tem de mudar. Nós não podemos permitir que advogados de partido, advogados de amigos sejam trazidos ao Supremo. Nós precisamos trazer meritocracia: ministros de Cortes superiores e procuradores que tenham pelo menos 25 anos de dedicação, conduta realmente ilibada, devem ser indicados para o cargo”, afirmou.

O encaminhamento anunciado pela CDH ocorre em paralelo a outras propostas que já tramitam no Legislativo sobre o funcionamento do Supremo, mecanismos de controle e regras para ministros da Corte. A discussão deverá ocorrer em meio à continuidade do julgamento dos procedimentos relacionados ao caso Master. Dino pediu vista durante a sessão e questionou a condução dos processos por Fachin, defendendo a reunião dos casos. Para Alessandro Vieira, independentemente do desfecho do julgamento no Supremo, cabe ao Senado discutir mudanças institucionais enquanto a atual legislatura estiver em funcionamento. “A responsabilidade dos senadores é fazer o trabalho enquanto estiverem aqui exercendo a função”, afirmou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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