Risco de guerra pode salvar montadoras europeias?
A indústria automobilística europeia, que enfrenta queda de produção e concorrência de rivais chinesas, aposta no aumento dos gastos com defesa para recuperar força. A Ford participa de uma joint venture com as empresas General Dynamics e Ricardo que disputa um contrato com o Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer 9.000 veículos ao longo dos próximos cinco a sete anos, em substituição à frota do Exército baseada em modelos Land Rover.
Lisa Brankin, presidente da Ford no Reino Unido, afirma que a iniciativa é uma oportunidade de mostrar a capacidade da empresa de responder rapidamente às necessidades do setor de defesa. A montadora espera compensar a queda na produção de motores em sua fábrica de Dagenham, que viu o volume anual cair de 90 mil unidades para cerca da metade na última década.
Outras montadoras também miram o setor militar. A Renault assinou acordo com a Thales para produzir até 1.000 drones militares por mês, e a Volkswagen concordou em vender uma fábrica subutilizada em Osnabrück, na Alemanha, para ser transformada em polo de produção militar em parceria com um investidor israelense. A Jaguar Land Rover também disputa o mesmo contrato que a Ford e criou uma divisão dedicada à expansão no setor militar.
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