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Rio: reserva marinha alia proteção ambiental com atividades econômicas

Por Ivan Marra
Atualizado em 17/10/2026 às 22:35 schedule 3 min de leitura visibility 15 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A cidade do Rio de Janeiro passou a contar com uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de 3 mil hectares voltada a ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos que abrigam diversas espécies da fauna e da flora, entre elas algumas ameaçadas de extinção.

Criada nesta semana, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá fica na zona oeste da capital e se estende da ilhota do Frade, em Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio. O objetivo é proteger os ecossistemas marinhos e costeiros e, ao mesmo tempo, garantir condições para a manutenção de atividades econômicas como a pesca artesanal e o turismo sustentável.

Segundo o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas, a unidade contribui para o cumprimento das metas assumidas pelo Brasil na Convenção para Proteção da Biodiversidade, conhecidas como 30x30, que preveem 30% do território protegido dentro de unidades de conservação. Estabelecida na COP-15 da Biodiversidade, em Montreal, no Canadá, em 2022, a meta prevê que 30% da superfície terrestre, do mar e das águas interiores do país integrem unidades de conservação até 2030. De acordo com o secretário, o estado já alcançou essa meta na proteção da parte terrestre do território, restando agora a das águas jurisdicionais.

A categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável permite conciliar a conservação com as atividades tradicionais. Conforme o projeto Ilhas do Rio, mantido por uma organização da sociedade civil que participou da criação da unidade, as comunidades pesqueiras participam da gestão da área. Também estão previstas ações como monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, pesquisas científicas, educação ambiental, fiscalização reforçada e desenvolvimento ordenado do ecoturismo e da visitação.

Estudo técnico do Ilhas do Rio que embasou a criação da reserva identificou 102 espécies de peixes que habitam recifes de corais, das quais três são endêmicas do país. Trinta e nove espécies do ecossistema da região são de interesse de pescadores, como garoupas, corvinas, sargos, robalos e xaréus. Foram ainda identificadas 143 espécies de organismos que vivem no leito do mar, os chamados bentônicos, como polvos e lagostas de alto valor pesqueiro, além de espécies ameaçadas de extinção, como o coral-cérebro, a estrela-do-mar Astropecten brasiliensis e o ouriço-lilás.

Para a gerente de pesquisas do Ilhas do Rio, Aline Aguiar, os estudos mostraram que as ilhas, os costões rochosos e as áreas rasas são importantes para espécies de peixe, inclusive ameaçadas como garoupas e chernes, que se reproduzem nesses locais. Ela destaca a importância de equilibrar a proteção ambiental com a permanência das comunidades locais de pesca tradicional, que têm a área como território de pesca. Nessa parte do litoral também transitam espécies ameaçadas como a baleia-jubarte e as tartarugas-marinhas cabeçuda, de pente e oliva.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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