Respostas à crise climática exigem inovação, defende setor elétrico
Representantes do setor de energia elétrica defenderam, em encontro promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em Brasília, a necessidade de investimentos em inovação para enfrentar os desafios impostos por eventos climáticos extremos. A presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Talita Porto, afirmou que o setor tem investido em modernização e resiliência, mas alertou que é preciso buscar inovação. Ela citou um aporte de R$ 5 bilhões do Instituto Abrate em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com um projeto de 17 meses para criar ferramentas de análise e aumento da resiliência às mudanças climáticas.
A presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Patricia Audi, destacou a necessidade de adaptação da rede de transmissão. Ela lembrou que o Rio de Janeiro foi atingido por ventos de 140 km/h, enquanto a rede é projetada para suportar 80 km/h, e que Ribeirão Preto registrou eventos de até 160 km/h. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea, afirmou que os ventos em Ribeirão Preto foram do tipo redemoinho, que torceram torres de transmissão, e que nenhuma estrutura no país ou no mundo conseguiria enfrentar essa ação. Ele concluiu que o El Niño de 2026 evidencia a necessidade de ampliar a capacidade de antecipação, planejamento e adaptação do setor.
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