Reforma Tributária: quando industrializar vira pecado
A reforma tributária em discussão no Congresso já tem um sinal claro para a indústria nacional: pelas tabelas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), industrializar se tornou um "pecado" fiscal. A avaliação é do colunista Antonio Cabrera, da Gazeta do Povo, que aponta a discrepância na carga tributária entre setores produtivos e atividades de menor valor agregado.
Na prática, a leitura das alíquotas sugere que o texto atual do projeto penaliza quem produz bens manufaturados, enquanto beneficia segmentos como o de serviços e o comércio. O colunista argumenta que a lógica da nova tributação, ao menos no desenho proposto, desestimula a industrialização e cria um ambiente desfavorável para quem investe em transformação de matéria-prima. Os detalhes técnicos das tabelas e os percentuais exatos aplicados a cada setor não foram divulgados na íntegra, mas a conclusão do autor é direta: a resposta sobre o futuro da indústria no país, por enquanto, já foi dada.
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