Quem é a primeira mulher condenada à morte no Irã por conta dos protestos ocorridos no país

Atualizado em 09/05/2026 às 17:19 schedule 2 min de leitura visibility 16 visualizações share 3 compartilhamentos star star star star star (0)

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Quem é a primeira mulher condenada à morte no Irã por conta dos protestos ocorridos no país

O Irã anunciou nesta terça-feira (14) a condenação à morte de mais quatro manifestantes em decorrência dos protestos que eclodiram no país no início do ano. Entre os condenados, destaca-se Bita Hemmati, que se torna a primeira mulher a enfrentar a pena de morte por sua participação nas manifestações.

Os protestos no Irã começaram em resposta à morte de Mahsa Amini, uma jovem que foi detida pela polícia moral do país por supostamente não usar o hijab de acordo com as normas islâmicas. Sua morte, em setembro de 2022, gerou uma onda de indignação e mobilização popular, resultando em um movimento que clamava por direitos civis e liberdade.

A repressão às manifestações foi severa, com o governo iraniano utilizando força policial e prisões em massa para controlar os protestos. De acordo com organizações de direitos humanos, centenas de pessoas foram mortas e milhares detidas desde o início dos distúrbios, que se espalharam por diversas cidades do país.

A condenação de Hemmati e dos outros manifestantes levanta preocupações sobre a violação dos direitos humanos no Irã e a crescente brutalidade do regime em resposta a demandas populares. A comunidade internacional tem observado atentamente a situação, com várias nações e organizações condenando as ações do governo iraniano e pedindo a suspensão das penas de morte.

As autoridades iranianas, por sua vez, justificam a repressão como uma medida necessária para manter a ordem e a segurança nacional, deslegitimando os protestos como ações de desestabilização. A escalada das condenações à morte, especialmente de uma mulher, pode intensificar ainda mais a indignação tanto dentro quanto fora do Irã, potencialmente alimentando novos protestos e uma maior pressão internacional sobre o governo.

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Por Ivan Marra

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