Última Hora
• Comitê da Meta aponta falhas de moderação nas eleições brasileiras • Lula confirma PEC da Tarifa Zero; Flávio tem apoio de sertanejos • Inter e Bragantino avançam às semifinais da Copa do Brasil Feminina • TSE não participa de mudança de locais de votação, diz Nunes Marques • TSE reúne Meta e campanhas para tratar de restrições de postagens • Quase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa • AGU busca recuperar R$ 190 milhões de integrantes do PCC e do CV • Supervisão parental nas redes deve ser reforçada, diz diretora da ANPD • Comitê da Meta aponta falhas de moderação nas eleições brasileiras • Lula confirma PEC da Tarifa Zero; Flávio tem apoio de sertanejos • Inter e Bragantino avançam às semifinais da Copa do Brasil Feminina • TSE não participa de mudança de locais de votação, diz Nunes Marques • TSE reúne Meta e campanhas para tratar de restrições de postagens • Quase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa • AGU busca recuperar R$ 190 milhões de integrantes do PCC e do CV • Supervisão parental nas redes deve ser reforçada, diz diretora da ANPD
Ver Todas

Quase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa

Por Ivan Marra
Atualizado em 21/10/2026 às 10:50 schedule 3 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O levantamento analisou 764 materiais checados pela agência entre março de 2017 e junho deste ano. Desse total, 667 foram considerados inverídicos. O relatório, intitulado Raio-X da Desinformação em Saúde, contou com o apoio da Afya, um dos maiores grupos de ensino médico do país. Na média, foram quase 72 falsidades virais em saúde por ano, ou seis casos por mês.

Conteúdo viral é aquele que se espalha rapidamente pela internet e alcança um grande número de pessoas em pouco tempo, gerando alto engajamento, com muitas visualizações, curtidas e compartilhamentos em alta velocidade. Segundo a Lupa, o volume explodiu na pandemia: em 2020 e 2021, a agência checou cerca de dez vezes mais conteúdos sobre saúde do que nos três anos anteriores, somando 452 conteúdos virais. As mentiras se espalharam a partir de estratégias como falsas autoridades divulgando promessas de cura e soluções simples para problemas complexos. Esse padrão já era verificado antes da covid-19, mas passou a aparecer em quantidade muito maior.

"Um dos maiores desafios da desinformação em saúde é que ela se apropria da linguagem e da autoridade de médicos, pesquisadores e instituições para parecer legítima", afirma a fundadora da Agência Lupa, Cristina Tardáguila. A técnica da falsa autoridade médica ou científica correspondeu a 21,6% dos casos mapeados. Em seguida, o medo e a linguagem alarmista aparecem por trás de 17% das publicações falsas. Distorção de estudos e dados (15,7%) e soluções simples para problemas complexos (12,6%) completam as estratégias mais utilizadas.

“Hoje, o profissional de saúde precisa estar preparado não apenas para diagnosticar e tratar, mas também para ajudar o paciente a navegar em um ambiente de excesso de informações, muitas delas sem respaldo científico”, afirma o vice-presidente Médico e de Relações Institucionais da Afya, Gustavo Meirelles. Nos últimos nove anos, os temas mais recorrentes nas checagens sobre saúde foram covid-19 (61%), tratamentos, cura e prevenção (34%) e alimentos, bebidas e nutrição (24%).

Sobre vacinas, os conteúdos correspondiam a 9,1% das checagens antes da pandemia. A proporção chegou a 33,2% durante a emergência nacional e a 38,9% entre 2022 e 2024. Entre 2025 e junho de 2026, o volume recuou para 20%, mas segue mais que o dobro do patamar pré-pandemia. Das 244 alegações sobre vacinas analisadas, 212 (86,9%) foram classificadas como falsas. Ao menos 142 conteúdos registravam a presença de figuras públicas, o que, segundo a agência, não significa que tenham produzido ou endossado a alegação.

O WhatsApp foi a plataforma mais frequentemente associada à circulação de desinformação em saúde nas verificações. Mais de 70% das 498 checagens analisadas partiram de conteúdos que circularam ou foram encontrados no aplicativo. O Facebook aparece em segundo lugar, com 126 registros (25,3%), seguido do Instagram, com 35 (7%). A pesquisa ressalva que os dados não permitem afirmar que o WhatsApp seja a origem dessas falsidades ou que concentre a maior parte da desinformação em saúde publicada na internet.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Tecnologia Coreia do Norte publica fotos de Kim Jong-un: por que boatos sobre sua morte continuam surgindo? A imprensa estatal da Coreia do Norte publicou fotos do ditador com sua filha, depois que um novo rumor sobre… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra