Qual a origem da aliança entre EUA e Marrocos — e qual o papel dela na crise migratória de Ceuta
A relação entre Estados Unidos e Marrocos é uma das mais antigas alianças diplomáticas do país norte-americano, com raízes que remontam ao século 18. O tratado firmado entre as duas nações naquele período é frequentemente citado como o marco inicial de um vínculo que, séculos depois, se transformou em uma parceria estratégica de grande relevância geopolítica.
Essa aliança moderna ganhou contornos mais definidos em temas sensíveis para a região do norte da África. Um dos pontos centrais dessa cooperação é a posição de Washington em relação ao Saara Ocidental, território em disputa que envolve diretamente os interesses marroquinos. O alinhamento entre os dois países nessa questão é um dos pilares do relacionamento bilateral atual.
O contexto da crise migratória em Ceuta, enclave espanhol na costa marroquina, também ajuda a ilustrar a complexidade desse vínculo. A situação envolvendo a travessia de migrantes para o território europeu colocou em evidência o papel que o Marrocos exerce como parceiro estratégico dos Estados Unidos e de potências europeias na gestão de fluxos migratórios e na segurança regional.
O histórico do tratado do século 18, que já demonstrava a importância do Marrocos como porta de entrada para o comércio e a diplomacia no Mediterrâneo, é usado por analistas para explicar a profundidade dessa relação. A longevidade do acordo é vista como um símbolo da confiança mútua que, na avaliação de especialistas, continua a orientar as decisões políticas de Washington na região até os dias de hoje.
Organizações de direitos humanos e analistas críticos à atuação marroquina, no entanto, apontam que a cooperação migratória com a União Europeia e os EUA frequentemente ocorre à custa de pressões sobre migrantes em situação vulnerável. Relatos de organizações não governamentais indicam que o uso da migração como instrumento de barganha diplomática, como no episódio de Ceuta, gera tensões humanitárias que contrastam com o discurso de parceria estratégica.
No caso do Saara Ocidental, a posição de Washington é contestada por movimentos de autodeterminação e por instâncias internacionais que não reconhecem a soberania marroquina sobre o território. Críticos sustentam que o alinhamento americano prioriza interesses geopolíticos e de segurança em detrimento do direito internacional, um contraponto que não consta no material oficial divulgado sobre a aliança bilateral.
Os termos do tratado original, firmado em 1787, estão preservados em arquivos históricos e são citados em documentos diplomáticos americanos como base do reconhecimento mútuo entre as partes. A referência a esse acordo aparece em publicações do Departamento de Estado dos EUA, que o descreve como um dos mais longevos instrumentos bilaterais do país.
Dados públicos consolidados indicam que a crise de Ceuta, ocorrida em maio de 2021, envolveu a entrada de milhares de pessoas no enclave espanhol em um curto intervalo. Os números exatos, no entanto, não constam no material disponível, e órgãos oficiais não detalharam a dinâmica completa do episódio.
Historiadores divergem sobre a data exata da assinatura do tratado, que aparece em registros tanto como 1786 quanto como 1787. A divergência decorre de diferenças entre os calendários juliano e gregoriano em uso à época, e os arquivos originais não permitem uma datação inequívoca.
O acordo, conhecido como Tratado de Paz e Amizade, foi firmado entre o sultão marroquino e os Estados Unidos ainda sob os Artigos da Confederação, antes da promulgação da Constituição americana. O documento original, em árabe, encontra-se preservado nos arquivos nacionais dos EUA.
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