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Prédio incendiado, 270 presos: o que está por trás de dia de protestos na França

Por Ivan Marra
Atualizado em 17/10/2026 às 13:20 schedule 3 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um posto de atendimento ao turista foi incendiado em Lyon neste sábado (17/10), em um dia de grandes protestos em várias cidades francesas contra a queda na qualidade do ensino e o aumento no custo de vida. Mais de 270 pessoas foram detidas em todo o país, enquanto uma manifestação de grande escala ocorria em Paris.

O Ministério do Interior da França condenou o que classificou como "atos de violência direcionados" e acusou alguns manifestantes de tentativas de saques e ataques à polícia. Em Marselha, um grupo chegou a invadir a prefeitura, mas foi retirado pelas forças de segurança. Em Paris, Bordeaux e Lyon, a polícia usou gás lacrimogêneo contra os participantes.

Os episódios ocorrem após três semanas de protestos liderados por estudantes, com apelos para que sindicatos de trabalhadores e integrantes do movimento dos "coletes amarelos" se juntassem às manifestações. Nas ruas de Paris, um grupo de jovens disse à BBC News que é "pacifista" e que está "apenas tentando promover mudanças". Um dos estudantes afirmou que "todas as gerações" estão nas ruas para expor problemas, e outro declarou que a mobilização "dá força para continuar e sermos ouvidos pelo governo".

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu "calma" antes dos protestos e instou os manifestantes a demonstrarem "respeito pelas pessoas e pelo patrimônio". Durante a semana, o ministro Sébastien Lecornu sugeriu que a indignação dos estudantes estaria sendo manipulada pelo partido de esquerda "A França Insubmissa", liderado por Jean-Luc Mélenchon, acusando integrantes da legenda de instrumentalizar o movimento estudantil para obter vantagem eleitoral. Após visitar uma escola vandalizada, o ministro da Educação, Édouard Geffray, afirmou que "a violência precisa acabar" e que "apenas o diálogo" poderá resolver a questão. Jordan Bardella, presidente do partido de direita radical "Reunião Nacional", declarou estar "preocupado" com os protestos.

Neste sábado, Mélenchon se manifestou em postagens no X. Ele escreveu que, enquanto canais de notícias exibem imagens de violência em dezenas de cidades, "tudo se desenrola com calma, com dezenas de milhares de pessoas mobilizadas com calma". Em seguida, observou que em Paris "uma densa procissão desfila calmamente há uma hora ao longo do Boulevard Magenta", descrita por ele como "jovem, ativa, inundada de cartazes feitos à mão".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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