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Por que o amor dói tanto? O que acontece no nosso cérebro quando sofremos uma desilusão amorosa

Por Ivan Marra
Atualizado em 11/08/2026 às 22:05 schedule 2 min de leitura visibility 29 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O fim de um relacionamento pode provocar reações físicas e emocionais intensas, frequentemente descritas como uma "dor" que parece não passar. Especialistas apontam que essa sensação não é apenas metafórica: o cérebro processa a rejeição amorosa de forma semelhante a uma dor física real, ativando regiões associadas ao sofrimento corporal.

Estudos de neuroimagem indicam que, durante uma desilusão amorosa, áreas como o córtex cingulado anterior e a ínsula — ligadas à percepção de dor — são acionadas. Ao mesmo tempo, o sistema de recompensa, que libera dopamina e outros neurotransmissores ligados ao prazer e à dependência, entra em desequilíbrio. Esse mecanismo ajuda a explicar por que a falta da pessoa amada pode gerar sintomas parecidos com os de uma abstinência, como ansiedade, falta de apetite e dificuldade de concentração.

O corpo também responde ao estresse do rompimento com a liberação de cortisol e adrenalina, o que pode causar fadiga, insônia e até alterações no apetite. Embora desconfortáveis, essas reações fazem parte de um processo adaptativo. Pesquisadores destacam que o cérebro precisa de tempo para "reaprender" a viver sem a presença constante do parceiro, o que explica a sensação de que a dor persiste por semanas ou meses.

Para lidar com o sofrimento, especialistas recomendam estratégias que ajudam a regular o sistema nervoso, como manter uma rotina de sono, praticar exercícios físicos e buscar apoio social. Aceitar a dor como parte do processo, em vez de tentar suprimi-la, também é apontado como um passo importante. Não há um prazo definido para a recuperação, e cada pessoa vivencia o luto amoroso de forma distinta.

Em casos em que o sofrimento se torna persistente e interfere na vida cotidiana, a orientação é procurar ajuda profissional. Terapias como a cognitivo-comportamental podem auxiliar na ressignificação da perda e na reconstrução da autoestima, reduzindo o impacto emocional do término.

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