Última Hora
• Os eleitos da “bancada dos influenciadores” estão prontos para o Congresso? • A esquerda brasileira e seu labirinto • Como Daniel Vorcaro foi envolvido no sumiço de obra de Tarsila do Amaral de R$ 250 milhões • Call of Duty imagina Coreia do Norte invadindo o Sul, mas qual a chance de isso realmente acontecer? • As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre CLT e relações trabalhistas • Por que Austrália quer 'desligar o algoritmo' da Meta e outras redes sociais • Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres • Eleições: entidades vão checar informações ao vivo durante debate • Os eleitos da “bancada dos influenciadores” estão prontos para o Congresso? • A esquerda brasileira e seu labirinto • Como Daniel Vorcaro foi envolvido no sumiço de obra de Tarsila do Amaral de R$ 250 milhões • Call of Duty imagina Coreia do Norte invadindo o Sul, mas qual a chance de isso realmente acontecer? • As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre CLT e relações trabalhistas • Por que Austrália quer 'desligar o algoritmo' da Meta e outras redes sociais • Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres • Eleições: entidades vão checar informações ao vivo durante debate
Ver Todas

Por que Austrália quer 'desligar o algoritmo' da Meta e outras redes sociais

Por Celso Rafael
Atualizado em 22/10/2026 às 20:35 schedule 3 min de leitura visibility 12 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O governo da Austrália apresentou ao Parlamento nacional um conjunto de leis que prevê a criação de uma "chave do algoritmo", mecanismo que obrigaria as plataformas de redes sociais a permitir que os usuários desliguem o conteúdo recomendado. Na prática, a pessoa passaria a ver apenas publicações de contas que segue. A proposta também inclui a obrigação legal de assistência nos serviços online.

A medida é defendida como forma de proteger usuários de conteúdos que não procuraram. A australiana Varsha Yajman, de 24 anos, conta que começou a usar redes sociais aos 13 e passou a receber vídeos de exercícios e desafios de perda de calorias. Em recuperação de anorexia, ela afirma que ainda recebe conteúdo sobre perda de peso mesmo com configurações de segurança ativadas e uma lista de palavras bloqueadas. Já Flynn Martin relata que, por volta dos 20 anos, seu feed foi tomado por figuras da chamada machosfera, entre elas o influenciador Andrew Tate, e que só deixou esse ambiente após um período de psicose e internação hospitalar.

As empresas responsáveis pelas redes sociais sustentam que os riscos são exagerados e que já oferecem ferramentas de segurança eficazes. Pesquisas citadas na reportagem, porém, apontam que os algoritmos podem fornecer conteúdo prejudicial à saúde mental, difundir desinformação e aumentar a polarização. A ativista Chanel Contos, que liderou a campanha "Fix Our Feeds", defende que os algoritmos de recomendação sejam desligados por padrão, com opção de adesão pelos usuários. Mais de 15 mil pessoas assinaram a petição, que obteve apoio de dois ex-primeiros-ministros australianos, parlamentares e especialistas em segurança na internet.

Em setembro, o governo do primeiro-ministro Anthony Albanese anunciou sua versão da proposta, que obriga as empresas a criar a chave do algoritmo, mas sem exigir o desligamento automático. "Não se trata de dar controle ao governo, trata-se de dar controle às pessoas", afirmou Albanese, segundo a reportagem. Ele acrescentou que, se as pessoas quiserem rolar a tela compulsivamente, "é problema delas".

Críticos avaliam que o governo australiano pode estar indo longe demais na regulação das big techs. Outros governos, como o do presidente americano Donald Trump, afirmam que as reformas ameaçariam a liberdade de expressão. A Austrália não é o primeiro país a testar esse tipo de controle, mas, segundo a reportagem, os mecanismos já existentes costumam ser transitórios e prejudicar a funcionalidade dos aplicativos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Os eleitos da “bancada dos influenciadores” estão prontos para o Congresso? Jovens eleitos contam com milhões de seguidores e são considerados influenciadores políticos da direita à… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Celso Rafael

Quem sou eu

Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

Mais de Celso Rafael