Última Hora
• “Eu não falei que ia dar certo?”, diz Alcolumbre a líder do PT após aprovação do fim da escala 6×1 • Bukele diz ter plano para dar liberdade condicional a até 50% dos presos de El Salvador • Fiéis ocupam centro de Nova York em demonstração pública de fé católica • Como votou cada senador na PEC do fim da escala 6×1 • Por que artistas militam tão desesperadamente por Lula? • Brasil aprova maior mudança da jornada de trabalho desde 1988 • Quem foi o único senador a votar contra a PEC • Câmara aprova aumento no limite de receita bruta do MEI • “Eu não falei que ia dar certo?”, diz Alcolumbre a líder do PT após aprovação do fim da escala 6×1 • Bukele diz ter plano para dar liberdade condicional a até 50% dos presos de El Salvador • Fiéis ocupam centro de Nova York em demonstração pública de fé católica • Como votou cada senador na PEC do fim da escala 6×1 • Por que artistas militam tão desesperadamente por Lula? • Brasil aprova maior mudança da jornada de trabalho desde 1988 • Quem foi o único senador a votar contra a PEC • Câmara aprova aumento no limite de receita bruta do MEI
Ver Todas

Por que artistas militam tão desesperadamente por Lula?

Por Ivan Marra
Atualizado em 15/10/2026 às 08:05 schedule 3 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Em artigo publicado na Gazeta do Povo, o colunista Paulo Cruz analisa o engajamento de artistas brasileiros na campanha eleitoral e afirma que "praticamente todo o mainstream artístico brasileiro é militante de esquerda, e poucos, muito poucos, conseguem produzir arte de qualidade por causa disso". O texto cita como exemplo a reunião do grupo 342 Artes, descrito pelo colunista como um "grupo de lobby artístico-político capitaneado por Paula Lavigne", que, segundo ele, se reuniu para gravar uma música em apoio à reeleição do candidato do PT.

Para sustentar o argumento, o colunista recorre à literatura russa. Ele lembra que Fiódor Dostoiévski, diante do assassinato do estudante Ivan Ivanov em 1869 por integrantes de uma organização revolucionária socialista liderada por Serguei Netchaiev, decidiu escrever um romance político — "um panfleto", nas palavras do próprio autor — e temia macular a qualidade literária da obra com uma mensagem declaradamente política. O resultado, segundo o colunista, foi Os Demônios, publicado como folhetim entre 1871 e 1872, e que, apesar das intenções políticas, se tornou uma investigação sobre o fanatismo e a sedução intelectual.

Paulo Cruz afirma que apenas artistas verdadeiramente vocacionados conseguem ultrapassar a militância pura e simples sem diminuir o valor artístico de suas obras. Ele cita a cantora americana Nina Simone, que mergulhou sua obra na luta contra o racismo, e o brasileiro Chico Buarque, cujas canções do período da ditadura são classificadas por ele como clássicos de qualidade inquestionável. Ainda assim, o colunista os trata como "exceções que confirmam a regra".

Como explicação para o fenômeno, o texto recorre a uma reflexão do escritor C.S. Lewis sobre o "homem imaginativo" ser mais atuante que o eu racional. Segundo o colunista, artistas são idealistas e sua visão de mundo é peculiar, o que os aproxima de projetos utópicos. Ele sustenta que a visão de mundo da esquerda é, em si mesma, uma idealização, e que Lula é o símbolo máximo desse mundo idealizado — "o proletário que virou presidente", mesmo depois de ter sido preso e condenado em três instâncias da Justiça, escreve.

O colunista também menciona o governo de Jair Bolsonaro, afirmando que ele antagonizou com o setor artístico ao reduzir o Ministério da Cultura a uma secretaria, alterar leis de incentivo e envolver órgãos como Funarte, Fundação Cultural Palmares e Iphan em controvérsias. Segundo Paulo Cruz, os artistas entraram em "modo resistência" e não querem retornar a esse cenário. Ele conclui que artistas "não devem ser parâmetro para nada" e que sua influência política é "ilusória e fruto única e exclusivamente de seu ego".

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Brasil “Eu não falei que ia dar certo?”, diz Alcolumbre a líder do PT após aprovação do fim da escala 6×1 Microfone captou a comemoração de Alcolumbre com Camilo Santana após a aprovação da PEC, uma das principais… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra