Por que Alexandre de Moraes decidiu autorizar visitas de Flávio a Jair Bolsonaro após 3 meses de proibição
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) retome as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária. A decisão foi tomada após o fim do prazo de 90 dias de suspensão imposto em julho, que expirou no domingo (11/10).
Na decisão, Moraes estabeleceu que os encontros não podem ter "finalidade político-eleitoral", incluindo a divulgação de qualquer declaração de Bolsonaro sobre a eleição. O segundo turno está marcado para 25 de outubro e opõe Flávio Bolsonaro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o ministro, o período de sanção se encerrou sem que houvesse fato novo que justificasse uma prorrogação. Moraes citou ainda parecer da Procuradoria-Geral da República que apontava nesse mesmo sentido.
A restrição às visitas havia sido imposta em julho, quando Jair Bolsonaro escreveu uma carta de apoio à pré-candidatura do filho à Presidência, o que foi considerado descumprimento de medidas cautelares da prisão domiciliar. Na carta, o ex-presidente pediu que apoiadores deixassem de lado divergências e se empenhassem pela candidatura de Flávio, a quem chamou de "melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento". O texto terminava com o lema "Deus, pátria, família e liberdade".
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes relacionados a um plano de golpe de Estado para impedir a posse de Lula após as eleições de 2022. Ele começou a cumprir a pena em novembro de 2025 e recebeu o benefício da prisão domiciliar humanitária em março de 2026, por motivos de saúde. Entre as medidas cautelares impostas estava a proibição de usar redes sociais, direta ou indiretamente — o que teria sido descumprido em 13 de julho de 2026, quando as visitas de Flávio foram suspensas.
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