Por que a instabilidade no Oriente Médio pode travar o avanço da Arábia Saudita?
A escalada de confrontos entre a Arábia Saudita e os rebeldes houthis do Iêmen ameaça o ambicioso plano de modernização de Riad, conhecido como Visão 2030. Lançado em 2016 pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o projeto visa transformar a economia do reino para além do petróleo, mas agora enfrenta barreiras de segurança que afastam investidores e prejudicam o turismo na região.
A instabilidade na fronteira e no Mar Vermelho, rota vital para o comércio, já provocou o cancelamento de grandes eventos internacionais, como o Grande Prêmio de Fórmula 1 de 2026. Com a insegurança, o governo precisa desviar bilhões que seriam usados em infraestrutura e tecnologia para gastos com defesa e segurança militar, dificultando a atração de investimento estrangeiro direto.
Apesar das crises externas, o projeto saudita mostra avanços internos: o desemprego caiu de mais de 12% para cerca de 7%, e o país se tornou referência mundial em digitalização de serviços públicos. Setores como mineração, logística e serviços governamentais digitais cresceram, indicando que, embora a guerra represente ameaça séria à imagem internacional do país, as reformas estruturais já mudam a dinâmica econômica local.
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