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PF mira esquema de contrabando de eletrônicos que movimentou quase meio bilhão de reais

Por Ivan Marra
Atualizado em 20/10/2026 às 17:05 schedule 2 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Dux, que investiga uma rede suspeita de contrabando de eletrônicos importados, comércio ilegal de anabolizantes e lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, o esquema teria movimentado mais de R$ 460 milhões.

A ação cumpre 36 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do interior de São Paulo: São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca. Até o momento, 28 mandados foram cumpridos e três pessoas foram presas em flagrante. A operação foi autorizada pela Justiça.

Durante as diligências, os agentes apreenderam celulares novos, armas, dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo, drogas, anabolizantes e medicamentos usados para emagrecimento. Os investigadores também localizaram um acessório com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal, destinado a guardar documentos funcionais de servidores.

De acordo com a PF, o grupo usava empresas e pessoas sem capacidade econômica compatível com as operações para movimentar recursos sem lastro e ocultar o patrimônio dos reais proprietários. As primeiras informações da investigação apontam que a organização funcionava de forma altamente profissionalizada, com quatro núcleos: importação pela fronteira, logística e armazenamento das mercadorias, divulgação e vendas em lojas físicas, feiras e plataformas digitais, e lavagem e ocultação de dinheiro. O dinheiro ilegal era movimentado no mercado financeiro formal por meio de contas fictícias e depois convertido em patrimônio de alto valor dos líderes.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, a aplicação de medidas cautelares e a suspensão de perfis em redes sociais usados para comercializar os aparelhos eletrônicos ligados à investigação. Conforme o envolvimento de cada um, os investigados poderão responder por contrabando e descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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