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Parolin na ONU: elevação do nível do mar exige cultura do cuidado e solidariedade

Por Celso Rafael
Atualizado em 25/09/2026 às 12:35 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Papa Leão XIV, afirmou que a elevação do nível do mar não pode ser tratada apenas como uma questão ambiental ou científica. Em nome da Santa Sé, ele fez o alerta durante reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas dedicada às ameaças existenciais provocadas pelo avanço dos oceanos, realizada em Nova York nesta quinta-feira, 24 de setembro.

Segundo Parolin, o fenômeno já afeta comunidades e ecossistemas, ameaça moradias e meios de subsistência e coloca em risco a segurança alimentar e hídrica, além de patrimônios culturais e terras ancestrais. O cardeal destacou de modo especial as comunidades costeiras empobrecidas, os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e as regiões costeiras de baixa altitude. Para muitas dessas populações, observou, a perda de suas terras significa também a perda de suas casas, de seus meios de subsistência, de referências culturais e de espaços ligados à própria identidade.

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Deviem

Na intervenção, o representante da Santa Sé recordou o apelo do Papa Leão XIV por uma mudança de perspectiva: passar “da coleta de dados ao cuidado”. De acordo com Parolin, o desafio demonstra a necessidade de promover, por meio de um compromisso coletivo e conjunto, uma “cultura do cuidado”, colocando no centro a dignidade humana e o bem comum. O conhecimento científico, portanto, não deve permanecer restrito à produção de dados e diagnósticos, mas precisa transformar-se em responsabilidade e, posteriormente, em ações concretas.

Para a Santa Sé, essa resposta deve estar fundamentada na solidariedade, na justiça e em uma verdadeira cooperação internacional. O cardeal pediu o fortalecimento dos esforços para enfrentar as mudanças climáticas e defendeu que os Estados mais vulneráveis tenham acesso aos recursos necessários para se adaptar às transformações ambientais — entre eles, recursos financeiros, tecnológicos e técnicos destinados à adaptação, ao aumento da resiliência e ao enfrentamento das perdas e danos.

Ao concluir, Parolin afirmou que o compromisso diante da elevação do nível do mar não deve ser avaliado somente pelas políticas adotadas. É necessário considerar também a determinação de “salvaguardar a dignidade dada por Deus a cada pessoa” e de construir um futuro de esperança para as próximas gerações. A posição apresentada pela Santa Sé na ONU vincula, assim, a proteção do meio ambiente à defesa da pessoa humana, do bem comum e da responsabilidade compartilhada entre as nações.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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