Papa Leão 14 diagnosticado com câncer: o que é adenocarcinoma pulmonar? Cinco perguntas respondidas
O papa Leão 14 foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer que começa nas células produtoras de muco nos pulmões. O diagnóstico foi confirmado após o pontífice, de 71 anos, passar por uma cirurgia de cerca de 90 minutos no Hospital Gemelli, em Roma, para remover o lobo inferior do pulmão direito, segundo o Vaticano.
De acordo com o Vaticano, o nódulo foi descoberto durante um exame de rotina. Nódulos pulmonares são pequenas lesões localizadas, geralmente benignas — a Sociedade Torácica Americana (ATS) afirma que menos de 5% deles são cancerígenos, com risco que aumenta conforme a idade, o tamanho do nódulo e fatores como o tabagismo. Eles são mais densos que o tecido pulmonar normal e aparecem como manchas brancas em tomografias.
O adenocarcinoma é a forma mais comum de câncer de pulmão e é particularmente frequente em pessoas que nunca fumaram. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), cerca de 50% a 60% dos cânceres de pulmão diagnosticados em não fumantes são adenocarcinomas. Não há informações de que Leão 14 fume ou tenha sofrido problemas de saúde graves no passado.
Os médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora informaram que a cirurgia foi realizada com técnica assistida por vídeo, "para garantir uma remoção total" do tumor, e que o procedimento foi bem-sucedido, sem complicações. O tecido examinado durante a operação confirmou o diagnóstico, do qual os médicos já suspeitavam com base em exames pré-operatórios. Após breve observação, o papa retornou ao seu quarto, jantou e passou a noite acompanhado de secretários e funcionários do Vaticano. A recuperação deverá levar cerca de uma semana, e novos resultados de exames serão divulgados quando estiverem prontos.
Antes da internação, o papa cancelou todos os eventos públicos entre 13 e 20 de outubro, incluindo uma missa na Praça de São Pedro que será celebrada pelo cardeal Luis Tagle. Está prevista uma viagem de Leão 14 ao Uruguai, à Argentina e ao Peru entre 6 e 17 de novembro, mas ainda não está claro se o diagnóstico e a recuperação afetarão os compromissos. O papa, que lidera os 1,4 bilhão de fiéis da Igreja Católica, permanece no cargo durante o tratamento — não há substituto que assuma automaticamente em caso de doença, e decisões que exigem aprovação papal costumam ser adiadas enquanto ele estiver incapacitado.
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